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É necessário participar de reivindicações para transformar a realidade

08/03/2012

 Publicado no jornal Diário de Guarapuava, 01-02/09/12, ano XIII, ed. 3427, p. A21.

Não existe coisa mais bela que ver o povo lutar por direitos, participando de forma organizada, protestando, manifestando-se e colaborando para a consecução de conquistas sociais, conquistas coletivas. E este povo somos todos nós: profissionais, estudantes, trabalhadores, empresários, homens, mulheres, crianças, adolescentes, jovens, adultos, idosos, ou, simplesmente, cidadãos. Cidadãos que não vivem isolados no mundo, pois pertencemos a uma coletividade.

Neste sentido, quando participamos de manifestações, protestos, greves e todas as demais formas de tentar mudar a realidade, não estamos lutando por algo individual. De uma forma ou de outra, estamos todos conectados. E as lutas por direitos são sempre coletivas. Assim, quando professores e outros profissionais da educação protestam e buscam seus direitos, no fundo, é a própria sociedade que está protestando, haja vista que todos passam pelo sistema educacional, todos precisam estudar, e quanto melhor a educação, melhor será a sociedade onde vivemos, sob os mais diversos aspectos.

Quando estudantes protestam por direitos, por meio de passeatas ou outras formas, é a sociedade que está protestando, pois os estudantes são filhos de trabalhadores e trabalhadoras, são cidadãos que precisam ser respeitados. São os futuros homens e mulheres que estarão à frente das cidades, estados e do país; das empresas e das demais organizações; das famílias e das comunidades.

Quando trabalhadores e trabalhadoras, de todas e quaisquer categorias, organizam-se e buscam seus direitos, protestando, manifestando-se, são cidadãos exercendo o dever e o direito de lutarem por melhores empregos, melhores salários e melhores condições profissionais. São pessoas mostrando o quanto são importantes para o mundo, e o quanto merecem respeito e consideração, pois todas as atividades e profissões influenciam a vida das demais pessoas. De um modo ou de outro, a sociedade necessita de diversos profissionais. Não somos autossuficientes e nunca fomos. Desde que nascemos, somos dependentes de outros cidadãos e de outras organizações para vivermos.

Enfim, quando quaisquer cidadãos organizam-se, reivindicam direitos e melhores condições de vida, protestam, manifestam-se, ocupam as ruas, gritam, apitam, carregam faixas, discursam e mostram o seu poder de mobilização, são pessoas exercendo o brilhante papel de sujeitos de sua existência. São cidadãos atuando como protagonistas de seu mundo. São cidadãos mostrando que não fogem à sua responsabilidade enquanto membros de uma coletividade. São cidadãos que não se omitem diante das tentativas de quem está no poder de impor realidades que oprimem, que manipulam e obstam o acesso aos direitos. São cidadãos que acreditam na mudança. E que essa mudança depende de todos, de cada um, e, por isso, a participação individual é importante e necessária.

Quem está no poder, teme quando percebe que a população está organizada, ciente de seus direitos e sabe que as coisas podem ser diferentes, mais justas e melhores. Teme mais ainda ao perceber que as pessoas possuem consciência do seu enorme poder de mudança quando estão unidas, organizadas, e mobilizadas por um objetivo comum. Teme quando percebe que seus discursos são confrontados por meio de manifestações públicas de pessoas nas ruas, por meio de passeatas, greves ou outras formas.

Mas, infelizmente, não são todos que participam de mobilizações sociais. A luta coletiva, apesar de – obviamente – beneficiar a coletividade, é praticada, muitas vezes, por uma minoria de destemidos e valorosos cidadãos, os quais acreditam naquela causa e acabam carregando a coletividade nas costas. Em todas as categorias de cidadãos existe isso, ou seja, reclama-se muito, mas age-se pouco para à consecução de transformações de fato. É necessário mudar esse comportamento.

Não podemos ser tão ingênuos a ponto de pensar que tudo nos será garantido ou assegurado sem a necessária luta. A alienação, a desorganização popular, a desunião das classes, a omissão, a indiferença e a não participação em reivindicações coletivas contribui para que a mudança desejada seja mais difícil ou impossível de se conseguir. Portanto, deixemos o individualismo. Somos uma coletividade e, como tal, temos o dever de lutar. Juntos! ♦

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O texto abaixo é a versão inicial do texto acima, que publiquei neste blog, em 08/03/12. A versão acima foi reescrita adequando-se ao tamanho máximo do texto exigido pelo jornal. Partes foram alteradas, suprimidas e acrescentadas em relação ao texto original, que deixo registrado a seguir:

Não existe coisa mais bela que ver o povo lutar por direitos, participando de forma organizada, protestando, manifestando-se e colaborando para a consecução de conquistas sociais, conquistas coletivas.

E o povo, o qual nos referimos, somos todos nós: profissionais, estudantes, trabalhadores, homens, mulheres, crianças, adolescentes, jovens, adultos, idosos, ou, simplesmente, cidadãos! Cidadãos que não vivem isolados no mundo, pois todos nós pertencemos a uma coletividade! Neste sentido, quando participamos de manifestações, protestos, greves e todas as demais formas de tentar mudar a realidade, não estamos lutando por algo individual. De uma forma ou de outra, estamos todos conectados. E as lutas por direitos são sempre coletivas.

Assim, quando professores e outros profissionais da educação protestam e buscam seus direitos, no fundo, é a própria sociedade que está protestando, haja vista que todos passam pelo sistema educacional, todos precisam estudar, e quanto melhor a educação, melhor será a sociedade onde vivemos, sob os mais diversos aspectos!

Quando estudantes protestam por direitos, por meio de passeatas ou outras formas, é a sociedade que está protestando, pois os estudantes são filhos de trabalhadores e trabalhadoras, são cidadãos que precisam ser respeitados. São os futuros homens e mulheres que estarão à frente das cidades, estados e do país, das empresas e das demais organizações, das famílias e das comunidades.

Quando trabalhadores e trabalhadoras de todas e quaisquer categorias se organizam e buscam seus direitos, protestando, manifestando-se, são cidadãos exercendo o dever e o direito de lutarem por melhores empregos, melhores salários e melhores condições profissionais. São pessoas mostrando o quanto são importantes para o mundo, e o quanto merecem respeito e consideração, haja vista que todas as atividades e profissões influenciam a nossa vida. De um modo ou de outro, a sociedade necessita de diversos profissionais. Não somos auto-suficientes e nunca fomos! Desde que nascemos, somos dependentes de outros cidadãos e de outras organizações para vivermos!

Enfim, quando quaisquer cidadãos organizam-se, reivindicam direitos e melhores condições de vida, protestam, manifestam-se, ocupam as ruas, gritam, apitam, carregam faixas, discursam e mostram o seu poder de mobilização, são cidadãos exercendo o brilhante papel de sujeitos de sua existência! São cidadãos atuando como protagonistas de seu mundo! São cidadãos mostrando que não fogem à sua responsabilidade enquanto membros de uma coletividade! São cidadãos que não se omitem diante das tentativas de quem está no poder de imposições de realidades que oprimem, que manipulam e obstam o acesso aos direitos! São cidadãos que acreditam na mudança, e que essa mudança depende de todos, de cada um, e, por isso, a participação individual é importante e necessária.

Mas, infelizmente, não são todos que participam de mobilizações sociais. Por exemplo, há muitos professores que reclamam das condições gerais da educação, inclusive de seus salários, mas na hora de participar de manifestações e protestos, na hora de ir para a rua nas passeatas, na hora de paralisar suas atividades e participar de greves ou outras formas de protesto, não o fazem. Não participam, não atuam como agentes de mudança de sua própria realidade. Escolhem se esconder, escolhem se omitir, escolhem não participar, escolhem a indiferença, escolhem deixar as coisas como estão, escolhem não mudar nada.

Observe-se que o exemplo acima ocorre em todas as categorias de cidadãos! Quanto aos motivos dessa triste apatia à luta coletiva por direitos, pode-se citar parte delas, pois são muitas. Algumas pessoas são coibidas e tolhidas em sua possibilidade de participação, seja porque possuem laços como quem está no poder ou porque acreditam que podem sofrer represálias, e o medo os controla! Outros, são alienados e não tem a menor noção do que é viver em coletividade e da necessidade de participação e luta coletiva por direitos. Outros ainda, ficam conscientemente à espera da luta de outros, afinal, se outros lutam por eles, é cômodo e tranquilo abster-se de participar e apenas ser beneficiado pelas conquistas depois. Há aqueles ainda que não acreditam em lutas sociais, em mobilizações, manifestações, passeatas, greves, e pensam, ingenuamente, que quem detêm o poder, estará sempre disposto a negociar e promover as mudanças necessárias conforme as reivindicações da coletividade. Alguns, acreditam serem especiais a ponto de não participarem de protestos coletivos ou populares. Outros, simplesmente tem coisas mais importantes para fazer em suas vidas! Enfim, elencamos algumas, mas, como já afirmamos, são inúmeras as razões ou desculpas pelas quais muitas pessoas não participam.

Registre-se, entretanto, que é um direito não participar. Porém, as consequências dessa não participação é justamente o oposto daquilo que se busca: remunerações baixas, precarização de condições de trabalho, direitos desrespeitados, injustiças, abusos, ilegalidades, imoralidades e falta de seriedade com as reivindicações da população. Aliás, aqueles que estão no poder ficam muito felizes por essa não participação, afinal, é mais um motivo para tentar desqualificar os “rebeldes” que os enfrentam e os desafiam.

O fato é que, quem está no poder, teme quando percebe que a população está organizada, está ciente de seus direitos e sabe que as coisas podem ser diferentes, mais justas e melhores para a coletividade. Teme mais ainda ao perceber que as pessoas tem consciência do seu enorme poder de mudança quando estão unidas, organizadas, e mobilizadas por um objetivo comum. Teme quando percebe que seus discursos são confrontados por meio de manifestações públicas de pessoas nas ruas, por meio de passeatas, por meio de greves.  Portanto, a desorganização popular, a desunião das classes, a omissão, a indiferença e a não participação em reivindicações coletivas é o que mantém a situação como está, haja vista que a mudança, nestas condições, é muito mais difícil ou quase impossível.

Portanto, não basta a indignação, não basta a crítica, não basta o discurso, não basta as discussões construtivas entre amigos, parentes e colegas de trabalho. Isso tudo é muito útil e necessário. Mas só isso não é suficiente! É pouco! Temos capacidade de fazer mais que isso! Precisamos participar efetivamente e transformar as nossas indignações e as nossas críticas em ações reais e concretas, sempre que for necessário!

Por isso, a participação em protestos, manifestações, passeatas, greves e outras formas de expressão de indignação são maneiras poderosas de pressionar e conseguir as mudanças que reivindicamos! A não participação só contribui para que as coisas permaneçam como estão, ou tornem-se ainda piores! A solidariedade às reivindicações sociais é importante, mas a participação de fato é transformadora! Assim, sempre que possível, faça um esforço pela coletividade. Participe de fato, especialmente se as reivindicações estão relacionadas a você e ao seu grupo social, como a sua categoria profissional, estudantil, ou outra a qual pertença!

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3 Comentários leave one →
  1. Fernanda permalink
    10/03/2012 11:02

    Olá, gostei muito do seu post! Aliás, de quase todos que li, gostei muito! E a luta continua, veremos como correm as negociações e se necessário for, iremos as ruas novamente!

    Abraços, Fernanda Mikolaiczyk

  2. 10/03/2012 17:37

    Vale lembrar algumas recomendações àqueles que irão participar de manifestações como reuniões e passeatas, ou outras, a céu aberto:
    – Use roupas e sapatos adequados ao clima, leves e confortáveis;
    – Leve boné, caso seja necessário enfrentar o sol;
    – Use protetor solar;
    – Use óculos de sol;
    – Leve água;
    – Leve barras de cereais ou outros alimentos fáceis de carregar;
    – Leve apito ou outro instrumento que emita som;
    – As faixas devem ser mais leves possíveis, preferencialmente de tecido, com furos no meio para que não se fique lutando contra o vento ao segurá-las;
    – Leve muita vontade e energia também! :D

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