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Eleições à vista: bem-vinda a participação popular na política!

16/07/2012

 Publicado no jornal Diário de Guarapuava, 14-15/07/12, ano XIII, ed. 3392, p. A18.

Épocas de eleições são especiais. Nossas esperanças se renovam. As expectativas por uma sociedade melhor são revigoradas. Aliás, é de conhecimento público a bela expressão “A esperança é o que nos move!”. E mesmo que presenciemos algumas pessoas totalmente desacreditadas e até hostis com a política, ainda assim, a chama da esperança permanece viva na maioria da população!

Essa esperança é alicerçada na crença e na certeza de que as coisas podem melhorar, independentemente do que já temos ou poderíamos ter conquistado. Não adianta reclamarmos dos problemas da sociedade e não fazermos nada a respeito. Não adianta nos indignarmos diante das injustiças e nos omitirmos em relação às suas soluções. É um dever de todo cidadão e toda cidadã participar da mudança rumo a um novo destino.

E, por falar em soluções, a política é um dos principais meios, senão o principal, de promover as mudanças numa democracia. Não há como fugir da política! Só nos resta participar, inclusive dos processos eleitorais. Esta participação necessita ser crítica, para sabermos avaliar cada candidato, cada coligação, suas propostas, seus discursos, seus argumentos. Vale lembrar que, com a nossa omissão ou a nossa participação, os políticos serão eleitos da mesma forma. A diferença é que quando participamos, podemos contribuir conscientemente para eleição de alguns candidatos, preferencialmente aqueles que julgamos mais preparados. De forma semelhante, podemos contribuir para a não eleição de outros.

Isso é muito importante. O esforço de cada um de nós precisa ser feito em prol da democracia. Democracia esta que não existe por acaso. Não caiu do céu! Houve muito sofrimento e muito sangue foi derramado por grandes brasileiros para que possamos, hoje, eleger democraticamente os nossos governantes. Talvez seja importante lembrar o triste e repugnante período em que os brasileiros tiveram suas liberdades individuais cerceadas, e centenas foram perseguidos, torturados e assassinados pela ditadura militar do Brasil. Esta se iniciou por meio do golpe militar de 1964 e se estendeu até 1985. Nada, absolutamente nada, justifica ou explica a necessidade desse regime sombrio e vergonhoso na história do Brasil. A violação de direitos humanos, e, dentre eles, especialmente os direitos políticos, foi a regra da nociva ditadura militar.

Além de tudo, dentre outras inúmeras consequencias lamentáveis do período da ditadura militar, e até hoje sofridas Brasil afora, citamos o crescimento da desigualdade socioeconômica e da extrema pobreza entre 1964 e 1985. Estudos apontam ainda que no período de 1963 a 1975, a desnutrição avançou de 1/3 (um terço) para 2/3 (dois terços) da população brasileira. Em função disso, o governo ditatorial chegou a banir a palavra “fome” da mídia, por meio da censura.

No entanto, houve resistência! Grandes homens e mulheres lutaram pelo resgate da democracia brasileira. São os verdadeiros heróis brasileiros, denominados à época de “subversivos” ou “rebeldes”, os quais enfrentaram corajosamente a ditadura militar, alguns por meio de movimentos de esquerda. Estes homens e mulheres, os quais ousavam questionar, criticar, e desafiar o regime perverso da ditadura militar, eram identificados e sofriam as consequencias da sua subversão: torturas das mais diversas formas, como choques elétricos, afogamentos e demais violências físicas, sexuais e mentais. Em diversos casos, a tortura odiosa, impiedosa e cruel, prosseguia até a morte dos presos políticos. Como se não bastasse, muitos dos corpos das vítimas – lutadoras pela democracia – jamais foram entregues às suas famílias. Pobres heróis, vários deles, nem os enterros dignos tiveram! (Saliente-se que, atualmente, a tortura é crime nos termos da Lei 9.455, de 07/04/97).

Neste contexto, talvez os mais conhecidos heróis da luta pela democracia no Brasil, por suas belas trajetórias de vida e reconhecidas atuações políticas, inclusive em nível mundial, sejam o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a presidenta Dilma Rousseff.

Assim, ressalte-se que é por tudo isso que aconteceu, é por todos esses grandes homens e mulheres que protestaram, lutaram, foram perseguidos, torturados e até assassinados, que não podemos exercer a negação da democracia. É urgente e necessário desempenhar o papel de cidadãos por meio da participação política. Não podemos nos esquecer, jamais, que quando não tínhamos a democracia, muitos heróis brasileiros deram até a vida pela reconquista da democracia no país! E nós, agora, não daremos nem sequer a nossa participação? ♦

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