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Empresas ainda usam a internet de forma tímida para vender

13/08/2012

 Publicado no jornal Diário de Guarapuava, 11-12/08/12, ano XIII, ed. 3412, p. A18.

A rede mundial de computadores – internet –, tal como a conhecemos atualmente, é um fenômeno recente. Foi no final da década de 1990 que ela começou a se popularizar, de fato, no Brasil, e em quase todo o mundo. Desde então, não só as pessoas, mas também as empresas, têm à sua disposição um novo mundo: o virtual, o qual proporciona inúmeras possibilidades. Transitar entre os dois mundos – o real e o virtual – é um grande desafio, tanto para as pessoas, quanto para as empresas. E parece que as pessoas estão se saindo melhor que as empresas neste aspecto.

Grande parte das empresas locais não usa da forma como poderia essa importante ferramenta de faturamento, chamada internet. O potencial que a internet tem de gerar negócios ainda é subutilizado porque as empresas possuem uma nítida dificuldade de se adaptar a esse novo mundo virtual. Essa dificuldade deve ser superada, haja vista que a facilidade de contato com os clientes atuais e clientes potenciais é facilitada e rápida por meio das ferramentas e instrumentos que a internet possui.

A consequência dessa quase omissão das empresas em relação ao potencial de relacionamento com o cliente, e, sobretudo, de vendas pela internet, é que empresas de outras cidades e estados, que ousam criar políticas e ações de marketing via internet, acabam conquistando clientes e vendendo diversos bens, produtos, e até serviços, para os consumidores de nossa cidade. Exemplos não faltam de produtos que são comprados via internet: roupas, móveis, colchões, eletrodomésticos em geral, televisores, rádios, máquinas de lavar roupas, geladeiras, acessórios para carros, computadores, impressoras, livros, bebidas. Enfim, quase tudo o que é vendido em lojas convencionais pode e é adquirido por clientes via internet.

Portanto, o que muitas empresas ainda não perceberam é que a internet, quando usada adequadamente, é como uma vitrine virtual de fácil acesso aos clientes. Sabemos que para muitos negócios, o ponto ou o local onde a loja está instalada é determinante para o sucesso do empreendimento. Com a internet, esse problema é bastante reduzido, haja vista que a loja vai até o cliente, ou melhor, os clientes, os quais podem ser dezenas, centenas, milhares. E as estratégias ou formas de atuação na internet podem ser usadas por quaisquer empresas, de quaisquer tamanhos e ramos de negócios.

Os e-mails pessoais, por exemplo, são amplamente usados desde a década de 1990. Mas grande parte das empresas de nossa cidade e região sequer possui cadastro atualizado com os e-mails de seus clientes. É óbvio que, desta forma, não terão como nos enviar uma oferta do dia, uma promoção qualquer, com imagens de produtos e o devido preço. Sim, o preço é muito importante, porque ele é a razão pela qual compramos muitas coisas, ainda que outros aspectos sejam levados em consideração. Quase todo dia recebo e-mails de empresas de fora de nossa cidade, e, muitas vezes, já comprei os produtos dessas empresas. Se não fosse o uso do e-mail, tais empresas não teriam vendido seus produtos para mim. Aliás, sabemos que a imagem e o preço de um produto podem estimular a compra.

As redes sociais também são excelentes ferramentas de divulgação e venda de produtos e serviços. Afinal, quem aceita o perfil de uma empresa, ou página, grupo, comunidade, círculo, sabe que se trata não de uma pessoa, mas sim de um negócio, e que esta empresa tem a intenção de divulgar a sua marca e o que vende para seus clientes atuais ou futuros. Logo, não há motivo para não disponibilizar ofertas com imagens, preços, e demais informações sobre como fazer a compra. Se o perfil de uma empresa na rede social tem mil ou cinco mil pessoas, parte delas pode se interessar pelo produto ou serviço.

Os sites oficiais de empresas também são excelentes ferramentas de vendas pela internet, se forem bem feitos e fáceis de usar. Convém observar que, neste caso, é o cliente quem vai até o site, o que pode dificultar o acesso, haja vista que há milhares de outros sites na internet. Mas pode-se usar o e-mail e a rede social para direcionar os clientes ao site, o qual pode ter sistemas de pagamentos on line, com tecnologia gratuita.

Aliás, essas maneiras citadas de se relacionar e vender pela internet podem ser todas gratuitas. De fato, este grande recurso – a internet – necessita deixar de ser subutilizado. Há inúmeras maneiras de uso inteligente da internet pelas empresas. Invente a sua e boas vendas! ♦

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