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Eficiência na gestão pública da cidade

26/01/2013

 Publicado no jornal Diário de Guarapuava, 26-27/01/13, ano XIV, ed. 3526, p. A17.

EficienciaSempre ouvimos falar em eficiência, especialmente eficiência na gestão pública. Mas, afinal, o que é essa tal de “eficiência”? De forma objetiva, pode-se afirmar que a eficiência é o “uso adequado dos recursos” para a realização de alguma atividade. Sem desperdícios.

São diversos os recursos que podem ser adequadamente usados para se alcançar a eficiência: recursos financeiros, como o dinheiro e outras formas de ativos; recursos materiais, como itens de estoque e outros materiais necessários no dia a dia da organização; recursos patrimoniais, como móveis, máquinas, instalações e prédios; recursos intangíveis, como o tempo, e a informação, pois sem informações adequadas, a administração fica comprometida; e as pessoas, pois são elas que fazem um determinado trabalho ou atividade. São as pessoas que usam os demais recursos para alcançar resultados. São as pessoas que possuem competências, habilidades e conhecimentos para realizar algo.

No entanto, a complexidade do ser humano não pode ser menosprezada. Inclusive, na literatura de administração de recursos humanos ou gestão de pessoas, há uma discussão sobre se podemos ou não denominar de recursos as pessoas. Na realidade, as pessoas são recursos, pois é por meio delas que se chega a determinados objetivos. Porém, são recursos muito especiais, haja vista que não podem – jamais – serem comparados com o dinheiro, com uma mesa, com as máquinas, com materiais, com os prédios etc. Pessoas, além de competências, habilidades e conhecimentos, possuem sentimentos, aspirações e sonhos, e capacidade de analisar e julgar as coisas. Pessoas pensam, pessoas são complexas, e, como tal, merecem atenção especial dos administradores.

Mas essa classificação de recursos é algo secundário. O importante é sabermos que a eficiência depende do uso adequado dos recursos. E administrar recursos escassos é o grande desafio dos gestores públicos. É fácil administrar uma organização quando se dispõe de muitos recursos. A capacidade de administração de homens e mulheres públicos é testada justamente quando não há recursos em abundância, sobrando. É nesta situação que se torna crucial a capacidade gerencial e administrativa, a criatividade e a necessidade de tornar os processos eficientes, para se obter os melhores resultados, mesmo com poucos recursos.

Portanto, se não existir a eficiência, haverá, inevitavelmente, a ineficiência. É por isso que a população reclama de inúmeros serviços públicos. Quando o cidadão vai a um posto de saúde e ocorre demora no atendimento ou nem é atendido, é ineficiência pública. Quando o cidadão reclama de buracos na rua e a administração pública não resolve o problema com rapidez, é ineficiência. Quando o cidadão vai à prefeitura e, para ter acesso a algum direito, precisa preencher um longo documento, que é protocolado e segue para vários setores da prefeitura, e esse processo fica indo para lá e para cá, demorando dias, meses, e a resposta ao cidadão demora muito a chegar ou sequer chega, isso é ineficiência da gestão pública. Para finalizar, sempre que os cidadãos reivindicam soluções e a prefeitura usa de forma inadequada os recursos disponíveis (dinheiro, materiais, máquinas, pessoas…) para resolver o problema, ou nem resolve, isso é ineficiência da gestão pública.

Mas a eficiência na gestão pública também pode ser exemplificada. Recentemente, um projeto de lei de interesse do prefeito foi aprovado pela Câmara Municipal de Guarapuava. Por meio deste projeto, a administração pública aumentou os salários do prefeito Cesar Silvestri Filho (PPS), de R$ 12,3 mil para R$ 21 mil; o da vice Eva Schran (PHS), de R$ 6 mil para R$ 10,5 mil; e o dos secretários municipais, de R$ 5 mil para R$ 10,5 mil. Realmente, este é um grande exemplo de eficiência! O projeto de lei 02/2013 foi pensado, proposto e aprovado em nove dias de mandato. O recurso tempo, portanto, foi muito bem utilizado. A rapidez na aprovação do projeto é impressionante. Os recursos humanos também foram muito bem utilizados, pois houve a articulação de vereadores que “trabalharam muito bem” e não pouparam esforços na aprovação do projeto. Somente seis vereadores foram contrários. Os demais recursos – materiais, patrimoniais, informação, e outros – também foram muito bem administrados para a consecução do objetivo: aumento de salários.

Portanto, espera-se que todas as demandas, reivindicações e problemas da população tenham este mesmo nível de empenho, interesse e eficiência da gestão municipal, para resolvê-los! Afinal, a prefeitura mostrou que quando quer, pode ser altamente eficiente! ♦

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